Neste mesmo dia de 2009, escrevi a vocês, meus amigos, dizendo que achava que 2010 seria o ano do Brasil (quem quiser recordar, veja aqui).
E foi mesmo!
De patinho feio da economia mundial, de eterna promessa para o futuro, nos tornamos protagonista, uma das esperanças do presente.
Basta ver as reportagens que saíram na imprensa internacional durante o ano – The Economist, NY Times, Financial Times, Le Monde…. todos, todos mesmo, relataram os sucessos do Brasil em várias áreas – da EMBRAPA à ocupação da favela do Alemão, do celeiro do mundo (agora localizado no cerrado) à diminuição do desmatamento na amazônia, do último a entrar na crise, ao primeiro a sair.
Quem teve a oportunidade de viajar ao exterior ou de participar de um congresso, pôde notar a diferença. Não é mais vergonhoso falar português nas lojas chiques de Miami, NY, Paris... Muitas delas contrataram funcionários que falam nossa língua – impressionante!
Em feiras e congressos, há alguns anos, se apresentar como “sou de uma empresa brasileira” recebia um vazio “very nice and thank you”. Sem mais. Hoje, naquelas que freqüentei e nas tantas das quais ouvi falar, as pessoas nos procuram, estão curiosas sobre nosso país, querem fazer negócios aqui. Entre o “very nice” e o “thank you” há várias palavras agora – como está a economia? E o ambiente de negócios? Quais são as oportunidades? ... muita conversa, muito idéia.
Deixamos para trás a fase inicial de LUZES, CÂMERA e agora é hora da AÇÃO!
Ainda há muito a fazer!
Precisamos consolidar nossa tradição de liberdade de expressão e rejeitar as tentativas de controle da informação que alguns setores do governo tentarão nos impor.
Temos que ter consciência que, apesar de termos andado muito, ainda NÃO somos ricos, estamos à caminho de sê-lo, mas precisamos de humildade. Precisamos entender que uma boa parte da nossa população ainda está aprendendo a ter um dinheiro sobrando - no fim do ano para viajar, comprar um presente, um luxinho para a ceia de natal... Eles ainda vão se confundir na filas, na hora de pagar, na hora de escolher. Precisamos ter paciência e entender que testemunhar esta mudança é um privilégio que nossa geração tem.
Precisamos estar abertos ao mundo e ouvir as idéias deles, pensar em como podemos melhorar a nossa situação com as experiências que já foram feitas lá fora. Não precisamos reinventar a roda.
Eu acho (e quem quiser pode discordar) que precisamos trabalhar para mudar a mentalidade tão arraigada em todos nós, de que o que conta são as coisas tangíveis, que a gente pode pegar, ver – prédio, estrada, escola, computador, ... Precisamos reconhecer que uma grande nação só se faz com pessoas – pedreiros, engenheiros, professores, motoristas, telefonistas, médicos.
A riqueza só virá com educação, conhecimento, treinamento, e investimento nas PESSOAS!
É para você, na PESSOA de meu amigo, que desejo e espero um 2011 cheio de AÇÃO, para que nossa sociedade se torne lugar ainda melhor de se viver.
Grande abraço nos marmanjos e um beijo nas meninas.

Um comentário:
poxa mano profundo............ parabens pelo texto
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